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O agronegócio do estado de São Paulo manteve sua posição de liderança entre os estados exportadores do Brasil no primeiro trimestre de 2024, alcançando um superávit de US$ 3 bilhões. No entanto, as exportações paulistas sofreram uma queda expressiva de 25,7% nos meses de janeiro e fevereiro, de acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O principal fator para essa retração foi a redução nas vendas de açúcar, principal commodity exportada pelo estado.
Apesar da baixa, o agronegócio paulista segue com 18% de participação nacional no comércio exterior do setor. Além disso, outros segmentos apresentaram crescimento no período, com destaque para café, sucos, carnes, o complexo sucroalcooleiro e produtos florestais, que juntos representaram 75% das exportações paulistas.
Açúcar impacta desempenho geral
O açúcar tem historicamente um papel central na balança comercial do agronegócio paulista. A queda nas exportações do produto influenciou diretamente o desempenho global do setor. A retração pode estar relacionada a fatores como menor demanda internacional, concorrência de outros países e oscilações no mercado de commodities.
O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar, e São Paulo desempenha um papel fundamental nessa liderança. No entanto, a volatilidade nos preços internacionais, mudanças climáticas e políticas comerciais podem impactar diretamente o volume exportado.
Segmentos em alta compensam parcialmente a queda
Enquanto o açúcar teve uma retração nas vendas externas, outros produtos do agronegócio paulista tiveram desempenho positivo. Café, sucos, carnes, produtos florestais e derivados da cana-de-açúcar foram os principais responsáveis por manter o setor em superávit de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre.
O complexo sucroalcooleiro, que inclui etanol e subprodutos da cana, apresentou bom desempenho, sinalizando um crescimento no mercado internacional para combustíveis renováveis. O setor de carnes também registrou avanço nas exportações, impulsionado pela demanda de países asiáticos.
Outro destaque foi o setor de produtos florestais, que tem ampliado sua participação nas exportações paulistas, especialmente por meio da venda de celulose e madeira para mercados estratégicos.
Projeções para o setor
Mesmo com a queda expressiva nas exportações no início do ano, especialistas acreditam que o agronegócio paulista pode recuperar parte desse recuo ao longo dos próximos meses. O comportamento da demanda internacional, a cotação do dólar e as condições climáticas serão fatores decisivos para o desempenho do setor.
O açúcar continua sendo um produto-chave para o estado, e qualquer variação na sua exportação afeta diretamente os números totais. No entanto, a diversificação dos produtos exportados e o fortalecimento de outros segmentos do agronegócio podem reduzir a dependência do setor em relação a uma única commodity.
Apesar da queda nas exportações em janeiro e fevereiro de 2024, o agronegócio paulista manteve um superávit expressivo de US$ 3 bilhões e segue como o maior exportador entre os estados brasileiros. O recuo nas vendas de açúcar impactou o desempenho geral, mas segmentos como café, sucos, carnes e produtos florestais ajudaram a equilibrar o resultado.
O setor deve acompanhar de perto o mercado global para ajustar estratégias e buscar novos caminhos para expandir suas exportações ao longo do ano.