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O Brasil atingiu novos recordes no abate de bovinos, frangos e suínos em 2024, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento expressivo nas três categorias reforça a força do setor agropecuário nacional e sua relevância para o mercado interno e exportações.
No acumulado do ano, foram abatidas 39,27 milhões de cabeças de bovinos, 57,86 milhões de suínos e 6,46 bilhões de frangos. O aumento no abate reflete a alta demanda por carne, tanto no Brasil quanto no mercado internacional, com exportações atingindo volumes históricos.
Recorde Histórico no Abate de Bovinos
O setor de bovinos registrou um crescimento significativo de 15,2% em relação ao ano anterior, com um total de 39,27 milhões de cabeças abatidas. Esse é o maior volume da série histórica do IBGE, superando o recorde anterior de 2013.
O aumento no abate foi impulsionado por fatores como a maior disponibilidade de animais para o abate, a alta demanda do mercado externo e a valorização das exportações de carne bovina in natura. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações atingiram 2,55 milhões de toneladas, um recorde na série histórica.
O crescimento do abate foi registrado em 26 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso, que liderou o ranking nacional com 18,1% de participação, seguido por Goiás (10,2%) e São Paulo (10,2%). A única queda foi registrada no Rio Grande do Sul, com redução de 153,50 mil cabeças.
No quarto trimestre de 2024, foram abatidas 9,56 milhões de cabeças de bovinos, alta de 4,4% em relação ao mesmo período de 2023, mas com queda de 7,9% em relação ao trimestre anterior.
Abate de Frangos Bate Novo Recorde
O abate de frangos também apresentou crescimento, atingindo 6,46 bilhões de cabeças, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Esse volume representa o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1997.
Entre os estados com maior participação, o Paraná manteve a liderança, respondendo por 34,2% do total nacional, seguido por Santa Catarina (13,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%). Apesar do crescimento, o Rio Grande do Sul foi o único estado com queda no número de abates, registrando uma redução de 49,91 milhões de cabeças.
O quarto trimestre de 2024 registrou 1,62 bilhão de frangos abatidos, um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, houve uma leve queda de 1,1% em comparação com o terceiro trimestre do ano.
As exportações de carne de frango in natura também foram destaque, atingindo recordes históricos tanto em volume exportado quanto em faturamento.
Abate de Suínos Cresce 1,2% e Alcança Novo Recorde
O setor de suínos também registrou um recorde histórico, com o abate de 57,86 milhões de cabeças, um crescimento de 1,2% em relação a 2023. O desempenho do setor foi impulsionado pelo aumento da demanda no mercado interno e pelas exportações recordes de carne suína in natura, conforme apontado pela Secex.
Entre os estados com maior participação, Santa Catarina liderou o ranking, respondendo por 29,1% do abate nacional, seguida pelo Paraná (21,5%) e Rio Grande do Sul (17,1%). As maiores altas foram observadas no Paraná (+281,36 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+189,56 mil cabeças) e Minas Gerais (+149,62 mil cabeças).
No quarto trimestre de 2024, foram abatidas 14,28 milhões de cabeças de suínos, um crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2023, embora tenha havido uma queda de 4,6% em relação ao terceiro trimestre.
Exportações Impulsionam a Produção
O desempenho positivo no abate de bovinos, frangos e suínos está diretamente ligado ao crescimento das exportações de carnes brasileiras. A demanda internacional, principalmente da China, segue aquecida, garantindo bons preços e incentivando a produção. O Brasil continua a se consolidar como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.
O setor agropecuário mantém sua relevância na economia nacional, sendo responsável por grande parte das exportações do país. Os recordes no abate refletem a eficiência da cadeia produtiva e a capacidade do Brasil de atender tanto o mercado interno quanto o externo com qualidade e volume crescente.
Perspectivas para 2025
A expectativa para 2025 é que o setor continue registrando bons resultados, impulsionado pela recuperação econômica global e pelo fortalecimento das exportações. A demanda internacional deve se manter aquecida, principalmente pela carne bovina e de frango, que seguem em alta nos principais mercados consumidores.
Entretanto, desafios como os custos de produção, oscilações cambiais e a necessidade de investimentos em sanidade animal serão fatores determinantes para o desempenho do setor nos próximos meses.
Com recordes sucessivos e um cenário promissor, o Brasil reafirma sua posição como potência mundial na produção de proteína animal, consolidando-se como um dos líderes do agronegócio global.