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Houve uma valorização significativa das terras agrícolas no Brasil

O alto valor das commodities agrícolas, em especial da soja e do milho, foi o motor dessa mudança.

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Houve uma valorização significativa das terras agrícolas no Brasil, principalmente nos últimos 10 anos.

O alto valor das commodities agrícolas, em especial da soja e do milho, foi o motor dessa mudança.

A valorização, no entanto, não foi uniforme. Fatores como localização, topografia do terreno, área efetivamente agricultável, qualidade do solo, benfeitorias construídas, regime de chuvas, acesso a rodovias e ferrovias, logística em portos, qualidade da pastagem ou se a área está com lavoura em plena produção, influenciam o preço. Tais fatores fazem o preço do hectare variar desde R$ 500,00/ha até cerca de R$ 200.000,00/ha em áreas da região Centro-Sul. O clima da região e a qualidade do solo são os pontos mais importantes.

Ser proprietário de terras rurais é um bom negócio. Caso não queira produzir, pode-se arrendar e faturar bons lucros sem as preocupações com os contratempos climáticos. Até Bill Gates investe em terras, já sendo um dos maiores proprietários de terras agrícolas dos Estados Unidos.

É comum investidores comprarem terras com pastagens degradadas (mais baratas) para melhorá-las e depois convertê-las em lavouras de grãos.

Em todas as regiões do País houve um disparo no valor das terras, mas a valorização mais expressiva ocorreu na fronteira mais recente de cultivo da soja: região de Sealba, composta por Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia, onde predominava o cultivo de cana.

Com a descoberta da possibilidade de cultivar soja na região, contrapondo-se ao baixo rendimento da cana, o preço da terra que girava em torno de R$ 2.000,00/ha até 2010, saltou para R$ 30.000,00 a R$ 40.000,00/ha nas melhores glebas da região. Contribuem para o interesse recente na região de Sealba, a proximidade aos portos e centros de consumo, diminuindo assim os custos com o frete.

Os valores das terras agrícolas acompanham o crescimento do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que em 2021 foi de R$ 1,113 trilhão (R$ 757,23 bilhões das lavouras e R$ 362,72 bilhões da pecuária; respectivamente 11,8% e 6,2% maior que em 2020).

Juntos, algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, milho e soja somaram 87% do VBP das lavouras. Algodão, café, milho, soja e trigo apresentaram o maior VBP desde 1989 (em 32 anos) e as maiores quedas foram registradas pelo amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, laranja e mandioca.

Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais lideraram o VBP de 2021.

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