Confinadores mato-grossenses que ainda não compraram caroço de algodão para a temporada 2015 estão enfrentando dificuldades em adquirir o produto. De acordo com o analista José Vitor, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o mercado não está fluindo bem: os produtores de algodão ou as usinas beneficiadoras que ainda têm o insumo – no início de março restavam cerca de 80 mil toneladas das 1,5 milhão de toneladas produzidas na safra passada – estão pedindo até R$ 500 por tonelada, dificultando os negócios. A média do mercado esta semana ficou em R$ 452,58 por tonelada, mas poucas transações foram realizadas.

Depois de atingir a mínima do ano em novembro de 2014, a cotação do caroço de algodão demonstrou uma vigorosa ascensão no primeiro trimestre de 2015, e no mês de março atingiu a maior média mensal desde julho de 2014, segundo o Imea. Com o bom cenário vivenciado pelos bovinocultores de corte do país, que se deparam com preços bem atrativos, a demanda por ração aumentou; além disso, a diminuição estimada em 14% na área plantada da safra 2014/2015 colabora para esse aumento nas cotações do caroço de algodão.

No mercado futuro, após permanecer um bom período estagnado, o caroço de algodão voltou a se movimentar. Segundo o boletim do Imea, o cotonicultor que está procurando se proteger de oscilações negativas e travar parte da sua produção de caroço encontra um cenário melhor ante o início de ano.

Fonte: Agrolink