Em alguns locais de Curitiba, tubérculo está ainda mais caro que o registrado pela Seab.

Jones Rossi, especial para a Gazeta do Povo


Com a disparada registrada no preço da cebola este ano, os produtores devem direcionar seus esforços para o produto no próximo ano. Mas, calejados com exemplos anteriores, pode ser que isso não aconteça com grande ímpeto.

O consultor técnico do Ceasa, Valério Borba, diz que a tendência é haja uma oferta maior do tubérculo a partir do ano que vem. “Quem plantou dez hectares este ano vai passar para 15 hectares no próximo”, projeta.

Iniberto Hamerschmidt, engenheiro agrônomo e coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, aposta na intensificação da produção em São Paulo e no Nordeste, a partir de julho, para amenizar os problemas com estoques.

Porém, o tubérculo não deve recuperar área na região de Contenda. Marco Antonio Gonçalves, presidente da cooperativa local, acredita que o movimento feito em direção à soja, que promete bons preços na próxima safra, não será revertido.

“Está muito fácil com a soja transgênica. E já sabem que se todo mundo plantar cebola, na hora de vender o preço vai baixar”, afirma.

Fonte: Agrolink