Consumo fiel permite que distribuidores elevem preços do feijão livremente em caso de redução na oferta.
José Rocher


A área do feijão das águas (verão) já foi o dobro maior no Brasil, passando de 2 milhões de hectares nos anos 1980, mas nas últimas décadas a produção vem se estendendo mais à segunda e à terceira safra, distribuindo a lavoura, que soma 3 milhões de hectares, e a oferta de 3 milhões de toneladas. O Paraná começa a semear neste mês cerca de 200 mil hectares e segue cultivando outros 200 até o fim do primeiro semestre de 2016.

A segunda e a terceira safra são mais fortes no Centro-Oeste e no Nordeste do país, garantindo feijão novo durante o ano todo – isso ao consumidor disposto a pagar pelo produto de melhor qualidade, que custa até 50% mais caro.

Embora o produtor esteja às vésperas do plantio da safra das águas, ainda podem ocorrer alterações, pontua o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Lüders. Se o preço da saca do carioca (feijão novo) chegar a R$ 180, o aumento na área plantada será dado como certo. Por outro lado, variações extremas são descartadas, pela própria possibilidade de o país apelar à importação, considera. As primeiras projeções consolidadas saem nos próximos dias.

Fonte: Agrolink