A ideia para investir na produção de goiaba surgiu por meio de um convênio entre a Epagri e a empresa detentora da concessão da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó. Foram adquiridas sementes de variedades híbridas do Estado de São Paulo. A partir daí, em parceria com o Programa Santa Catarina Rural, a Epagri implantou as URTs, Unidades de Referência Tecnológica. Nossa equipe foi conhecer uma delas no município de Águas de Chapecó, onde encontramos 75 pés produzindo, cada um, cerca de 25 kg de goiaba. É o terceiro ano de formação da planta e o primeiro ano de safra.

“A goiaba paluma apresenta ótima aceitação de mercado, tem polpa bastante resistente, pouca semente, um período de prateleira estendido e um sabor muito agradável que atende muito bem o que o consumidor busca”, explica Vilson Queiroz, Extensionista Rural da Epagri.

A unidade de estudos fica na propriedade da Família Vanin. O pomar da agricultora Tatiane Vanin é orgânico. Ela usa uma proteção individual em cada fruto para garantir a sanidade da goiaba sem uso de produtos químicos. Toda essa mão de obra é compensada na hora da venda, já que comercializa o quilo da fruta a R$ 6,00, valor duas vezes maior do que o quilo da goiaba convencional. “A produção está sendo ótima, e se não houver frio intenso se produz várias vezes. Com a poda, ela vai produzindo mais. E o plantio, assim como a venda, está sendo muito bom”, comemora a agricultora.

No segmento de fruticultura, a região Oeste tem, tradicionalmente, a uva como atividade forte. O desafio está em diversificar a produção. Segundo os extensionistas, há um potencial grande tanto em termos de possibilidades de cultivo quanto de mercado consumidor, isso pela proximidade com grandes centros regionais que precisam comprar frutas de outras regiões do Estado.

Nossa equipe foi para outro município próximo, chamado Caibi, conhecer a propriedade do agricultor Francisco Provensi. Nessa unidade de referência da Epagri já são colhidos mais de 1.500 quilos de goiaba por ano. Para Francisco, “é uma produtividade que surpreende pelo tamanho das plantas e que garante uma rentabilidade boa num pequeno espaço de terra”. De acordo com Álvaro Poletto, Extensionista Rural da Epagri, “devido ao microclima da região e tendo por base os resultados dos últimos dois anos de trabalho com essa variedade de goiaba, podemos ampliar esse projeto, uma vez que a adaptação da fruta e a aceitação dos consumidores foram muito positivas”.


Fonte: Agrolink