Começa nesta quarta-feira, 11, VI Simpósio Nacional da Cultura do Abacaxi. O evento é realizado pela primeira vez no estado e ocorre até o dia 13 de novembro, no município de Conceição do Araguaia, no Sudeste paraense, região que abriga a maior produção do país.

Nesta edição, o evento traz como tema o Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Abacaxi com Responsabilidade Social e Ambiental e vai reunir mais de mil pessoas, entre técnicos, produtores, estudantes, poder público e instituições de pesquisa.

A Embrapa Amazônia Oriental é uma das instituições parceiras e integra o evento com a palestra da pesquisadora Aloyséia Cristina da Silva Noronha, que abordará o manejo integrado de pragas e doenças do abacaxi. Participam ainda pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Aristoteles Pires de Matos, ministra palestra no primeiro dia do evento e fala sobre a influência das mudanças climáticas globais na cultura do abacaxi; Domingo Haroldo Reinhardt, debate o manejo do solo-água-planta em plantios de abacaxi; e Tullio Raphael Pereira de Pádua, com o tema o cultivo orgânico do abacaxi.

De acordo com o gerente de fruticultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Geraldo Tavares, o Pará tem destaque nacional na cultura com a maior produção de frutos do país, ultrapassando em 2014, a marca de 90 mil toneladas do fruto, atividade que movimentou no estado mais de R$ 110 milhões nos últimos cinco anos. Ele explicou que também é do Pará que sai a maior parte do suco de abacaxi exportado para fora do Brasil, atingindo U$ 3,8 milhões somente no ano passado.

Embora os números sejam positivos, Geraldo atenta que o setor tem muito a avançar, principalmente, na profissionalização da abacaxicultura em todas as etapas da cadeia. Ele afirmou que a Embrapa é parceira e tem papel importante nesse processo, com destaque para a melhoria na qualidade dos frutos e no combate de doenças e pragas.

Durante os três dias de programação do simpósio, os participantes contarão com diversas palestras, mesas-redondas, painéis científicos, com a apresentação dos trabalhas inscritos, além de atividades culturais ao final de cada dia. O evento se encerra no dia 13, com um Dia de Campo.


Fonte: Agrolink