Em uma década – 2006/2015 – as exportações brasileiras de carne de frango in natura aumentaram 50%, com contribuição ligeiramente maior (+51,83%) dos cortes. O volume de frangos inteiros aumentou 47,89%.

Já a participação dos processados (carne de frango apenas salgada + industrializados) mantém-se há um bom tempo relativamente estável. Isto, após um salto de 2006 para 2008 – que deixou muitas promessas no ar. Pois, então, em apenas dois anos, o volume exportado aumentou quase 200%, aproximando-se das 400 mil toneladas. Mas a expansão ficou nisso e 2015 foi encerrado com um volume mais de 10% inferior ao recorde de 2008.

Mais recentemente, o frango inteiro começou a enfrentar o mesmo fenômeno. De 2006 para 2011 seus embarques cresceram continuamente, aumentando perto de 60%. Mas, alcançado o milhão e meio de toneladas, retrocederam. Em 2015 foram quase 7% menores que os de 2011.

Em outras palavras, são sobretudo os cortes que sustentam o avanço das exportações brasileiras de carne de frango. Nos últimos 10 anos experimentaram dois reveses – em 2009 e 2013. Mas obtiveram rápida recuperação, chegando a 2016 com um incremento médio próximo de 5% ao ano.

Isso, infelizmente, teve seu custo, pois, ultimamente, o preço médio dos cortes vem decrescendo de forma mais acelerada que o do frango inteiro. Por isso, embora tenham mantido praticamente a mesma participação no volume exportado (ao redor de 60% do total), viram a participação na receita decrescer. De quase 62% em 2006 para 54,6% em 2015.

Ainda assim, os cortes permanecem como o carro-chefe do setor, já que a participação do frango inteiro não chega a 32%, enquanto carne salgada e industrializados ficam com algo em torno dos 7% cada um.

Fonte: Agrolink