Uma das práticas conservacionistas da agricultura que combate a compactação do solo é a adubação biológica. A prática que vem chamando a atenção do agricultor Brasil afora, porque repõe a biodiversidade do ambiente no solo e recupera boa parte dos processos naturais através da reestruturação do solo. É o que tem sido um dos atrativos dos agricultores de Goiás, onde já são 140.760 mil hectares entre lavouras de verão e inverno.
 
O agricultor Paulo Afonso Carvalho, de Pontalina (GO), utiliza há cinco anos a adubação biológica em todos os seus 1.000 hectares com produção de soja, semente de milho e tomate. “Senti muitos benefícios no solo e nas culturas com a técnica biológica. Redução de custo e o solo descompactado retém mais água e, portanto, usamos menos água na produção”, comenta Carvalho.
 
O solo compactado ao longo dos anos faz com que as plantas agricultáveis (soja, milho, girassol, trigo, cana-de-açúcar, citricultura, café, hortaliças, pastagens e outras) tenham dificuldade para obter melhor enraizamento impedindo que nutrientes cheguem às folhas e a toda planta.
 
Já Dirceu Zanchi, agricultor de Rio Verde (GO), faz uso da adubação biológica há 7 safras em seus 1.300 hectares e sente que a recomposição do solo é um dos benefícios. “Tenho recomendado aos meus vizinhos a técnica da adubação biológica porque temos benefícios em vários sentidos, um deles, importante para nossa região é redução do estresse hídrico na planta com mais vigor e produtividade”, declarou Zanchi.
 
A adubação biológica tem ajudado produtores na redução de custos em vários tipos de cultura, pois o produtor rural tem utilizado a técnica em consórcio com adubação mineral, gerando ganho de produtividade e maior rentabilidade.

Fonte: Agrolink