Ao elevar o grau de bem-estar dos animais, a gestação coletiva de matrizes suínas tem melhorado a produtividade das granjas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) trabalha para ampliar a adoção do sistema na suinocultura brasileira. No dia 9 de agosto, profissionais do segmento e representantes do Mapa se reunirão em Chapecó (SC) para debater os desafios e os casos de sucesso na implementação da técnica no país.

As inscrições para o evento devem ser feitas pelo e-mail comissão.bea@agricultura.gov.br. As vagas são limitadas.

O evento integra o projeto Diálogos Setoriais – acordo de troca de experiências entre Brasil e União Europeia (UE) em diversos setores da economia, entre eles a agropecuária. O Mapa é uma das instituições integrantes dos Diálogos Setoriais Brasil-Europa, estabelecido em 2012 entre o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a UE.
 
A iniciativa já fez oito convocatórias. O projeto Gestação Coletiva de Matrizes Suínas foi selecionado na oitava chamada, em 2015, que contemplou também o transporte marítimo de animais e o abate humanitário em estabelecimentos de pequena escala.

Menos estresse

A gestação coletiva de matrizes suínas é uma forma de alojamento em baias, onde as fêmeas têm espaço para exercer parte das atividades e interagem com o grupo durante a maior parte do período de gestação. Em vez de serem mantidas em celas individuais, elas são soltas e permanecem a maior parte da vida em grupo. Desta forma, as matrizes se movimentam mais. Isso reduz o estresse e melhora o tônus muscular, o que favorece o parto e diminui as lesões de articulações, pele, cascos e infecções urinárias.

“Além da melhoria da estrutura física, são observadas mudanças no comportamento, uma vez que as fêmeas passam a interagir socialmente e ficam mais tranquilas. Para o produtor a redução da mão de obra e a melhora da sua qualificação são algumas das vantagens”, avalia a representante da Comissão de Bem-Estar Animal do Mapa, Liziè Buss.


Fonte: Agrolink